sexta-feira, 24 de março de 2017

Os Kurandeiros + Duck Strada - 26/3/2017 - Domingo / 19 Hs. - Fofinho Rock Bar - Belenzinho - São Paulo / SP



Os Kurandeiros

Participação Especial : Duck Strada - Voz & Violão com clássicos do Rock e MPB anos sessenta / setenta

26 de março de 2017  -  Domingo  -  19 Horas

Fofinho Rock Bar

Avenida Celso Garcia, 2728

Belenzinho

Estação Belém do Metrô

São Paulo  -  SP

Duck Strada -Voz e Violão 

Os Kurandeiros :
Kim Kehl - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Bateria e Voz
Luiz Domingues - Baixo

quarta-feira, 22 de março de 2017

Os Kurandeiros - 24/3/2017 - Sexta-Feira / 20 Hs. - Magnólia Music Bar - Lapa - São Paulo / SP



Os Kurandeiros

Show + Entrevista ao Vivo no Programa Planet Music Brasil


24 de março de 2017  -  Sexta-Feira  -  20 Horas


Magnólia Music Bar


Rua Marco Aurélio, 884


Lapa


São Paulo  -  SP


Os Kurandeiros :

Kim Kehl - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Bateria e Voz
Luiz Domingues - Baixo

domingo, 12 de março de 2017

Locução Esportiva sob Distrações - Por Luiz Domingues



Nos tempos atuais, com tanta tecnologia disponível, o papel do rádio na transmissão esportiva, notadamente o futebol, diminuiu drasticamente por motivos óbvios. No entanto, ainda resiste bravamente, mantendo sua estrutura básica que remonta há décadas. Em sua estrutura clássica, como é uma transmissão radiofônica de um jogo de futebol ? Começa em média uma hora antes da partida em si, trazendo análises sobre o momento de cada equipe; bastidores; especulações e repercussão de diversas pessoas envolvidas em geral. Aí vem a partida em si, com espaço para análise do primeiro tempo no intervalo por parte do comentarista; segundo tempo e mais uma hora de pós jogo repercutindo o resultado e as ocorrências, com a inevitável discussão das jogadas polêmicas, reclamações dos dois times e entrevistas.

No tocante à equipe, o time base de uma locução de futebol vai de : locutor oficial; comentarista e dois repórteres de campo, mais a equipe técnica, que varia conforme a sofisticação de cada emissora, naturalmente.


Por décadas, a transmissão radiofônica de uma partida de futebol era a mais eficaz forma de acompanhar-se os jogos para quem não podia estar in loco nos estádios, principalmente quando seu time do coração jogava fora de sua cidade sede, mas tornou-se tão importante aos ouvidos dos torcedores, que passou a ser prática usual levar radinhos de pilha para os estádios, com muita gente assistindo os jogos com os aparelhinhos colados à orelha. O prazer de ver ao vivo, mas escutando a transmissão de seus locutores prediletos, criou seus paradigmas próprios, como por exemplo a discordância com a opinião dos comentaristas, um clássico entre torcedores que sempre estigmatizam os comentaristas como torcedores de equipes rivais à sua e por conseguinte, achando que perseguem seu time do coração com comentários sempre desdenhosos (implicância a parte, isso também existe, devo observar com tristeza...).

O radinho nos estádios criou outros hábitos. É clássica por exemplo a antecipação de informações vitais para os torcedores nas arquibancadas, ganhando em velocidade do placar eletrônico e o serviço de som do estádio. Um gol de um time num outro jogo que favoreça ou atrapalhe o seu time no campeonato em curso, quando anunciado na transmissão esportiva, causa frisson na arquibancada, gerando berros de pessoas anunciando a novidade e tornando a comoção ou o lamento, epidêmico na arquibancada.

E certamente que os locutores; comentaristas e repórteres de campo tornaram-se mega famosos nesse universo e principalmente os locutores, foram tornando-se celebridades, motivando-os a criar bordões personalizados, realçando isso como seu cartão de visitas.

Décadas atrás, muitos locutores tornaram-se míticos. Era uma fase romântica do radialismo esportivo onde figuras como Mário Vianna no Rio de Janeiro usando vozeirão impostado falava “Gol Legal”, quando considerava que não havia dúvida alguma sobre a jogada e “Ilegal”, quando considerava irregular por algum motivo (e no caso dele, como ex-árbitro, era rigoroso nessa interpretação). No meu imaginário mais usual como paulistano, uma figura como Fiori Gigliotti, parecia um poeta narrando uma partida. Quando o jogo terminava, seu bordão era “Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo”, dando-lhe aura teatral, certamente. E nos momentos finais de clássicos ou jogos decisivos e com placar apertado para um ou outro time, sua locução tornava-se empolgante. Falava como se fosse uma batalha épica da mitologia grega, fazendo de um simples jogo de bola, algo grandiloquente. Imagino quantos garotos de dez anos de idade ouvindo a transmissão, com os nervos à flor da pele pelo seu time do coração, emocionavam-se, eu incluso, ouvindo aquela linha de narração...

Mas o tempo foi passando e a tecnologia foi tratando de trazer novas formas de acompanhar-se as partidas e mais que isso, chegamos a um ponto onde o torcedor tem opções 24 h por dia para seguir, com informações sendo atualizadas por segundo sobre seu time e os adversários. Para assistir os jogos, fora a TV, tem os canais a cabo, o sistema Pay-Per-View, a telefonia móvel; o You Tube, as redes sociais com torcedores comentando on line numa velocidade estonteante. Apesar de tudo isso, a transmissão radiofônica tradicional existe e não dá sinais de que vá cair em desuso tão cedo, apesar de todas as modernidades. 
Todavia, fruto de todas essas modificações, a transmissão radiofônica já não é a mesma. Talvez levando em conta que poucas pessoas não estejam vendo o jogo com imagens em algum dispositivo, os locutores modernos tornarem-se muito preguiçosos. Já não fazem questão de narrar com a rapidez que era a marca registrada do rádio e fazem até longos interlúdios absolutamente irritantes, quando julgam que o jogo não está emocionante, abrindo campo para brincadeiras internas entre os componentes de sua equipe, absolutamente inadmissíveis em desrespeito ao ouvinte. Isso sem contar o desdém que explicitam contra jogadores que cometeram jogadas com pouca técnica, fazendo comentários muito deselegantes e aí cabe observar também que fora a grosseria com o profissional da bola, quando tomam tal iniciativa, esquecem-se de que o ouvinte, atônito, não está querendo deduzir pelos seus gracejos, que uma jogada ruim acabou de acontecer, tampouco saber da opinião pessoal do narrador, mas que simplesmente o testemunhal que espera desse tipo de profissional, seja cumprido a risca, só isso.
Portanto, independente de levarem em consideração que nos dias atuais poucas pessoas não dispõe de algum recurso tecnológico para assistir os jogos ao vivo, os locutores de rádio deviam coibir seus maneirismos e ter uma condução dentro do parâmetro básico do rádio ou seja, narrando o jogo com o máximo de fidelidade, evitando distrações; piadas internas entre membros da equipe; comentários esdrúxulos fora do contexto da partida e excesso de bordões. Ou seja, o básico do básico : quem passou a bola para quem; quem chutou, e se foi gol ou não...

sexta-feira, 10 de março de 2017

Os Kurandeiros - 12/3/2017 - Domingo / 19 Hs. - Gambalaia - Santo André / SP



Os Kurandeiros

Lançando o EP “Seja Feliz” e reedição do CD “7 Anos” no Gambalaia de Santo André, no Grande ABC !

12 de março de 2017 - Domingo - 19 Horas

Gambalaia (Espaço de Artes & Convivência)
Rua das Monções, 1018
Bairro Jardim
Santo André – SP

Os Kurandeiros
Kim Kehl - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado – Bateria e Voz
Luiz Domingues - Baixo

sexta-feira, 3 de março de 2017

Lei que Não Pega - Por Luiz Domingues



Entre tantos países que compõe o planeta, a representar territórios demarcados para que nações vivam cada uma dentro de sua própria cultura; língua; tradições e regulamentos distintos, tem um que é pitoresco. Aliás, como diria a Bela Gil, “pitoresco” poder-se-ia ser substituído por “picareta”, em muitos aspectos, senão vejamos :

Em qual país do mundo, a máxima “rouba mas faz”, a designar administradores públicos que realizam obras, mas assumidamente roubam o erário público, tem o beneplácito do povo ? Como assim tolerar um executivo público que rouba, um centavo que seja ?

Mais uma máxima típica, dá conta de que esse país cessa seu poder de trabalhar muitos dias antes dos festejos do natal e só volta após o carnaval. Um hiato inacreditável e que dá margem à uma piada que corre desde sempre e em tempos de Internet, amplifica-se : pessoas desejam “feliz ano novo” umas às outras, em tom de galhofa, na “quarta feira de cinzas”. Existem as que vão além, dizendo que a semana está morta e o país só começa mesmo na segunda-feira posterior, mas sabe como é...em plena quaresma, tudo na marcha lenta, até passar a Páscoa...

Pois tem outro tão acintoso quanto, que diz : “Lei que não pega”, cuja força é tão grande, que no imaginário popular, de fato derruba a legislação, numa demonstração de escárnio com os poderes legislativo; judiciário e forças policiais. Será possível conceber essa mentalidade em outras nações ? Tirante os países de terceiro e quarto mundo, onde a miséria é tão gritante que as normas básicas de civilização não fazem sentido, é normal dar de ombros para uma lei, até o ponto em que seja tão óbvia a sua ineficácia e que motive os legisladores a revê-la ?

“A Lei que não pega” não existia no velho oeste americano. De fato, diante daquele território inóspito e enorme, por décadas, a bandidagem teve muito espaço para agir, mas por falta de logística, ausência do poder público num país em construção; numa época de poucos recursos tecnológicos e não pela inexistência da Lei.
Então, nesse exótico país onde o povo “resolve” desobedecer uma Lei até que ela caia no ridículo desuso, é mesmo muito singular, no mau sentido do termo. Qual seria mesmo esse país onde uma Lei só é obedecida se cair no gosto popular ?