domingo, 26 de julho de 2015

O Voo do Marimbondo / Vento Motivo - Por Luiz Domingues



Ouvindo o quarto trabalho da banda paulistana, Vento Motivo, denominado, “O Voo do Marimbondo”, tenho boas coisas a relatar.


O primeiro ponto é a qualidade musical óbvia de seus quatro componentes.
Bem, é quase chover no molhado dizer que Fernando Ceah (Vocal e Guitarra); Kim Kehl (Guitarra, Violões e Backing Vocals); Marcião Gonçalves (Baixo, Guitarra e Backing Vocals), e Binho (Bateria), figuras tarimbadas na cena Rocker brasileira, não pudessem fazer algo de ótima qualidade.


Todavia, estou na música há 39 anos (1976-2015), e sei bem que para dar “liga”, um conjunto musical precisa mais que reunir bons instrumentistas / cantores. Mais que isso, na história da música e do Rock em específico, nem toda banda formada por grandes músicos deu certo.
É preciso haver uma química, e que muitas vezes passa por imponderáveis razões para ser inteiramente compreendida.


Mas não é o caso desse disco e dessa formação atual do Vento Motivo.


Segunda constatação, o disco não reúne apenas um apanhado de boas canções, mas sobretudo, posso afirmar que são muito bem arranjadas.
Gostei bastante das soluções encontradas pelos seus componentes, que souberam dar brilhantismo extra à proposta pop que a banda certamente se propõe a fazer.


Terceiro ponto, os músicos convidados que atuaram no álbum, vieram com contribuições pontuais ao melhor estilo “cereja do bolo”, enriquecendo ainda mais o resultado sonoro final.


Quarto aspecto, sou muito suspeito para falar do artista plástico/ multimúsico e Web designer, Diogo Oliveira, que foi o responsável pela ilustração da capa, pela evidente ligação artística que tenho com ele, que já assinou capa de disco de banda minha, mas como não elogiar uma ilustração fantástica dessas ?
Quinta constatação : as letras das canções são absolutamente excelentes !


Todas de autoria de Fernando Ceah, com exceção de uma escrita pelo baterista Binho, são na verdade poemas de muita inspiração e profundidade, destoando completamente (ainda bem !), da vergonhosa mixórdia que assola o panorama artístico atual, de 2015, no mundo da música mainstream do Brasil, e quiçá do planeta inteiro, num substrato vergonhoso de subcultura de massa perpetrada pelos marqueteiros e seus malditos pau-mandados, os famigerados “formadores de opinião”.
Portanto, O Voo do Marimbondo trata-se de um trabalho de muita qualidade artística, cercado de predicados.


A primeira canção, chamada “1º de abril”, remeteu-me à jovem guarda, mas ao contrário da ingenuidade extrema daquela escola musical pop dos anos sessenta, e sua inerente aproximação com o brega popularesco, tem muito mais vigor musical e poético.


Muito bacana a intervenção melodiosa do trompete do convidado Paulo Roberto Pizzulin, trazendo-me lembranças de Burt Bacharah. 

Outro convidado nessa faixa, André Knobl, faz um belo solo de sax. 

E em algumas intervenções de ambos juntos, um certo sabor de Soul Music muito me agradou.


Brincando com a questão da mentira, Ceah escreveu uma letra que chega a ser desconcertante em alguns aspectos.
Um exemplo de mega sinceridade de expressão : “Mas se todos vão, eu volto louco pela contramão / Procurando em qual bifurcação eu perdi a acidez/ Pra jogar em tanto açúcar”...


A seguir, na canção “Segunda –Feira Será”, impressionou-me a linha de baixo construída por Marcião Gonçalves. 
Conheço-o há muitos anos, é meu amigo, eu sei, mas preciso dizer : quase todo guitarrista toca baixo, pela semelhança entre os instrumentos que são da mesma família das cordas. Quando o conheci, era um exímio guitarrista e um dia me disse que migrara para o baixo. OK, pensei, ele vai fazer licks de guitarra no baixo, como quase todo o guitarrista que se arrisca no bólido de quatro cordas, mas não, Marcião, desenvolveu-se como baixista de uma forma impressionante e de fato, é como se tivesse uma chave de liga e desliga dentro do cérebro, pois quando toca baixo, raciocina como um baixista e não como guitarrista tocando baixo.


Nesses termos, constrói linhas de extremo bom gosto, com poder melódico e swing de gente grande, caso do que fez no disco inteiro, mas muito realçado nessa faixa que estou citando.


Uma inusitada e bonita inserção de música de raiz, com a participação do violeiro Noel Andrade, aparece no final da canção, dando-lhe um colorido todo especial.


“Segunda-Feira será dia de lutar pela vida”, um dos versos da música, nos faz pensar que o condicionamento cultural  a que fomos submetidos por séculos, enraizou a ideia tola de que qualquer ação positiva que fazemos pela nossa sobrevivência, só pode começar nesse dia em específico e que é inexoravelmente carregado de energia de desânimo, pela dura labuta da vida...    
Genial ao seu final, ouvir o toque padrão dos despertadores digitais...a segunda-feira começa assim para a maioria das pessoas deste planeta...


“Mary Jane”, é um Rock que me lembrou de certa forma a fúria garageira dos Stooges de Iggy Pop. Andamento rápido e raivoso, com uma letra quase desesperada em tom de pesadelo descrito. 

Uma declamação no meio da música e um inspirado baixo com leve efeito de flanger, chamaram-me a atenção, também.
Sobre “O Barco e o Porto”, tenho a dizer que o guitarrista Kim Kehl se destaca com suas intervenções de muito bom gosto. E a letra é um caso à parte :


“Joguei uma garrafa ao mar, com a frase mais linda de se escrever/ Se o barco naufragar, as marés é que vão te dizer”, diz um verso criado por Ceah...ou seja, dá para ser romântico, fazendo poesia e sem cair na breguice.
Em “A História Atual dos Talentos”, digo que o guitarrista Kim Kehl brilha muito. Suas intervenções de solos e contra-solos de inspiração country-Rock, caíram como uma luva para essa canção.   
Participação muito rica do ótimo violinista Cássio Poleto, dando mais signos caipiras norte-americanos, e com uma letra muito boa, traçando um paralelo entre o mercantilismo do mundo e o ser humano .


“Quanto custa você ?”/ “Qual o valor do teu piscar ?”/ “Qual o saldo do seu ser ?”/ “Tem troco para o que sou ?”/ “Você tem garantia ?”/ “Quanto vale a sua palavra ?”/ “O que acontece se eu quebrar ? “/ “Quanto invisto pra te agradar ?”...


Em sua construção poética, é quase como que Ceah quisesse criar um “Procon” para resolver conflitos que todo ser humano enfrenta e nem sempre consegue resolver, nem mesmo quando desabafa, deitado em divãs psicanalíticos.


“Clareia” é uma balada de qualidade.


Gostei muito da intervenção de baixo e guitarra juntos num micro solo bastante melódico. Tem também uma bela harmonia.


“Porta-Aviões e Barcos de Papel”é uma balada bastante densa. 
Muito bacana a participação do meu amigo Rodrigo Hid aos teclados, outro convidado do Vento Motivo para esse álbum. Com aquele timbre “quase” de “Farfisa”que estabeleceu, deu um toque psicodélico à música. Muito boa a linha de baixo novamente, e da bateria de Binho, também.


Gostei muito do solo “Stoneano” da guitarra do Kim, evocando Mick Taylor exilado na rua principal, se me permitem um excesso de euforia de minha parte, como ouvinte e resenhista.


A faixa seguinte, trata de lealdade, ética, devoção...e mais uma série de valores muito exaltados na filosofia que dá sentido às lutas marciais em geral, mas neste caso, falando do Karate.


“Karate-Do (A Liga da Justiça), fala especificamente desse universo de rígidos valores, a dar substância e sentido maior ao uso da força física por parte de tais seguidores dessa luta.
“Se combato um inimigo, é para fazer mais um amigo”, talvez soe ingênuo numa primeira audição, mas se o ouvinte tiver a paciência de entender o contexto dessa letra, poderá apreciá-la.


Boa sacada no arranjo, a inclusão de gritos e gemidos típicos de praticantes dessa arte marcial, trazendo-lhe o aspecto humano.


“A Despedida do Poeta” é uma balada bastante dramática.


Muito boa a intervenção de Rodrigo Hid  ao piano e sobretudo, a performance de Kim Kehl usando o efeito do “Ebow” na guitarra, a reforçar a sua eloquência enquanto canção bastante emocional.
Lembra Cazuza, em certos aspectos, a interpretação do Ceah, e a letra é um tanto quanto melancólica : “Toda vez que eu inventei o amor, eu criei a minha dor”...


Em “A Lei que Vale”, o clima é de desabafo e tem uma carga de Rock oitentista bem forte. Não é a minha praia, mas apreciei o bom solo do Kim Kehl.


A última canção do disco, é “Vem Sol, Vai Chuva”é bastante melódica.
Gostei muito de uma inserção de Funk-Rock (e acho um saco viver num mundo onde toda vez que cito o Funk, tenho que explicar que não se trata daquela manifestação de baixo nível que vemos por aí, mas sim o “verdadeiro Funk”, que vem da raiz nobre do Soul e do R’n’B, e que foi imortalizado por James Brown e tantos outros artistas geniais).


Com um baixo absolutamente brilhante, Marcião Gonçalves parece estar tocando com a Sly and the Family Stone no palco da Soul Train na Philadelphia...
Muito legal também a inclusão de um clavinete “Stevewonderiano”, e pilotado pelo Rodrigo Hid.


E absolutamente adorável o final, quando uma vinheta construída em torno da melodia e da letra da canção, traz uma criança cantando em ritmo de uma cantiga de roda...”Vem Sol...Vai Chuva”.


Sobre a capa, já elogiei o artista Diogo Oliveira, mas cabe acrescentar que a ilustração mostra uma visão de triplo alcance.


É como se estivéssemos num avião, olhando abaixo, a presença de outro avião (na verdade, um caça militar em ação de guerra), sobrevoando a pista de um porta-aviões.


Nas asas do caça, as figuras de dois marimbondos, estilizados como logotipo de divisões militares.


Tudo em preto e branco, mas com um brilho e contraste impressionantes a realçar tessituras. Dá para ver o movimento do mar, em ranhuras muito elucidativas. Uma ilustração brilhante em minha opinião.
O encarte é recheado de informações; todas as letras e muitas fotos promocionais da banda, posando na região do cais do porto da cidade de Santos, reforçando a ideia dos porta aviões e barcos de papel, nome de uma canção; a ligação desse álbum com voo sobre o mar, e a própria ilustração da capa.

Boa produção de áudio, com a mix seguindo o padrão radiofônico pop. Particularmente gosto mais do conceito Rocker, off-Show Business, com voz mais próxima dos instrumentos, mas entendo a opção da banda e claro que imagino que pelo teor das letras, a preocupação com a inteligibilidade deve ter determinado isso, também.


Gravado nos estúdios Curumim, de propriedade do próprio Fernando Ceah, com produção de Carlos Perren, um profissional bastante competente e extremamente acessível.
Gostei bastante dos timbres dos instrumentos, principalmente o baixo, e não é porque sou baixista, pois quem me conhece, sabe bem que não escuto música prestando atenção nesse instrumento em específico. Mas realmente o brilho e o peso do baixo, ficaram excelentes, só realçando ainda mais a performance matadora de Marcião Gonçalves.


Luizinho Mazzei cuidou da mixagem e Lampadinha, fez a masterização. Fotos a cargo de Marco Estrella.
Lançado pelo selo próprio, Curumim, a banda vem divulgando-o com bastante empenho e obtendo bons resultados.


Recomendo esse trabalho, certamente e reforço a ideia de que se o Rock brasileiro parece morto, na verdade, nos subterrâneos off-mainstream ele vive e muito bem, com dúzias de artistas criativos, caso do Vento Motivo.
E se tais artistas como o Vento Motivo entre eles, não estão fortes na mídia mainstream, é por pura opção dos poderosos que a dominam, e a manipulam há décadas, impedindo que vários artistas talentosos tenham acesso, por conta de seus outros interesses escusos. Só por isso.


Conheça melhor esse trabalho, visitando o Site oficial da banda :


www.ventomotivo.com.br  

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Kim Kehl & Os Kurandeiros - 26/7/2015 - Domingo / 21 H. - Casa Amarela - Osasco / SP

Kim Kehl & Os Kurandeiros
 
26 de julho de 2015
 
Domingo - 21 h.
 
Casa Amarela
 
Rua Mario Menin, 90
 
Centro
 
Osasco - SP
 
KK & K :
 
Kim Kehl - Guitarra e Voz 
Carlinhos Machado - Bateria e Voz 
Luiz Domingues - Baixo

domingo, 19 de julho de 2015

Multas Pecuniárias Já !! - Por Luiz Domingues


Faz pouco tempo, assistindo um debate desses de mesa redonda de futebol, vi um jornalista defendendo enfaticamente a perda de pontos em qualquer competição onde estiver, da parte de clubes que não cumpram suas obrigações trabalhistas.


Sua tese, era de que responsabilizar o clube na justiça comum, ou mesmo de dirigentes civilmente falando, não “causa impacto” entre os torcedores comuns, que só se sensibilizam quando seu clube do coração é punido esportivamente, com perda de pontos, perdendo posições na tabela do campeonato onde estiver disputando.


Essa foi uma das opiniões mais bizarras que já ouvi.
Não sou advogado, portanto nada entendo da matéria jurídica, mas mesmo como leigo, parece-me absurda a ideia de que qualquer questão de ordem burocrática perpetrada por um clube, tenha punição esportiva, sob qualquer alegação.


No caso das obrigações trabalhistas, o que tem a ver a inadimplência com o âmbito esportivo ?
Por que o clube deva ser punido com perdas de pontos, se deixa de pagar seus funcionários em dia ?


Ora, essa insanidade equivale a dizer que uma empresa que passa por dificuldades, e deixa de honrar seu compromisso com seus funcionários, deva ser punida com a proibição de vender seus produtos, para que o consumidor comum saiba que ela está em débito.


Bizarro pensar numa hipótese onde alguém que está em dificuldade financeira, seja punido com o impedimento de trabalhar, onde evidentemente que será estrangulado até o colapso total, piorando o que já estava ruim !


Segundo ponto : de que adianta o torcedor comum se frustrar em ver seu clube ser prejudicado na pontuação, em relação ao mal feito e/ou incompetência dos dirigentes ?


O que isso muda, efetivamente, para que a situação financeira melhore, e o clube honre seus compromissos trabalhistas ? 


Terceiro ponto : a quem mais interessa o fato de um clube estar inadimplente com seus funcionários, a não ser a justiça trabalhista e a receita federal ?


Nesses termos, é absolutamente abominável a ideia de que qualquer punição jurídica cabível, saia desse campo.


Quarta questão : se as obrigações financeiras dos clubes jamais poderiam gerar sanções esportivas desse porte, o que dizer então de erros meramente burocráticos sofrerem essas mesmas punições ?


Tal situação abominável existe há anos, sem que uma única voz surja entre os jornalistas setorizados a questionar esse estado de coisas, e pelo contrário, quando o assunto vem à baila, ouvimos opiniões esdrúxulas como a do jornalista que citei no início.
Veja : se um funcionário do clube; da federação estadual, ou mesmo da confederação brasileira, erra um dado na ficha cadastral de um atleta, por um simples deslize de digitação, você  acha justo que o clube seja punido com perda de pontos num campeonato ??


Esse dispositivo amoral, já provocou situações abomináveis.
Alguém se recorda do caso Sandro Hiroshi ? Por haver uma falha na ficha de tal atleta, em relação à sua data de nascimento, o clube em que ele atuava foi severamente punido e com a perda de pontos, teve um enorme prejuízo.


Indo além, não fica só no prejuízo esportivo. Se com tal perda de pontos, deixa-se de conquistar um campeonato, ou perde uma vaga na Taça Libertadores da América, ou mesmo, se deixa de evitar uma queda para segunda divisão, automaticamente a receita do clube com patrocinadores; cotas de televisão e venda de ingressos / merchandising, cai brutalmente.


E quem ressarce o clube com tais perdas ??
O último caso abominável nesse sentido, ocorreu em 2013. O campeonato brasileiro terminou, e de forma inacreditável, um jogador foi acusado de ter entrado em campo de forma irregular por conta de uma suspensão por cartões amarelos.


Trata-se de uma das páginas mais tristes da história do futebol brasileiro, pois ficou clara a intenção de usar de uma brecha jurídica para mudar o resultado final do campeonato, determinando que o clube atingido por isso, tenha perdido pontos e assim, trocando de posição na tabela, caiu para a segunda divisão, salvando um clube mais tradicional de tal situação.


Pelo imbróglio meramente burocrático por parte de uma confusão entre funcionários, na calada da noite, a punição foi aumentada para dois jogos.


Se soubessem disso, os dirigentes do clube jamais teriam aprovado a ideia de que ele participasse do último jogo, mas ninguém avisou, e o treinador o relacionou para a última partida.


No último jogo, bastava um empate para esse time somar um ponto e salvar-se matematicamente do rebaixamento. O jogo terminou em 1 x 1, e o clube salvou-se. Tal jogador entrou no segundo tempo e jogou menos de 15 minutos, apenas.


Quem em sã consciência, arriscaria relacionar um atleta em impedimento disciplinar, com o clube na beira do abismo ?


Portanto, graças à esse estado de coisas no futebol profissional, uma injustiça enorme foi gerada, jogando esse clube na segunda divisão, injustamente, e abalado por tal situação, não se recuperou, e uma vez na segunda divisão, tendo receita drasticamente reduzida, entrou em crise profunda, despencando para a terceira divisão, com investimentos ainda menores, portanto ficando muito difícil se fortalecer para voltar à primeira divisão.


Portanto, é inadmissível que tal estado de coisas permaneça no futebol profissional.
Resultados esportivos conquistados dentro das quatro linhas, devem ser respeitados, sem máculas.


Qualquer erro de ordem burocrática, só deveria sofrer punição pecuniária.


Qualquer malfeito financeiro, só pode sofrer investigação das instituições cabíveis : Justiça Comum; Justiça Trabalhista; Receita Federal / Polícia Federal; Polícia Civil e Ministério Público.


Dentro desses parâmetros, que eventuais malfeitos sejam investigados, julgados e eventualmente punidos dentro das sanções previstas em Lei, com responsabilidade fiscal e civil de envolvidos, mas jamais com perdas esportivas para o clube.


Nada justifica a sanção esportiva.


O que se conquista dentro das quatro linhas do campo, é irretocável.

E indo além, é importantíssimo que tal padrão de moralidade seja rígido, não dando mais margem de dúvida para a credibilidade do futebol profissional.


Ao contrário do que tal jornalista pregou na TV, o torcedor precisa saber que o seu clube, se for campeão, foi por merecimento esportivo, e se caiu para uma divisão inferior, foi por absoluta incompetência, e que nenhuma falcatrua baseada em brecha jurídica, possa dar “um jeitinho”.


Isso sim é que tira a credibilidade na lisura das competições.


Portanto, multas pecuniárias já, e chega dessa palhaçada de se tirar pontos dos clubes por questões burocráticas.